domingo, 10 de janeiro de 2010

LOUCURA


                                                 LOUCURA




O que é a loucura falada senão palavras ao vento

Sem nexo e com sentimentos profundos e aos extremos

Muito amor, muito ódio, muita alegria, muita tristeza,



Quero cantar a loucura, cantar de forma sinistra, lírica,

Em sons agudos e graves, cantado e gritando,

Criando versos e rimas que só a mente insana entende.



Quero andar louca com olhos arregalados,

Vendo só os que os loucos vê. em formas ampliadas,

A beleza das formas nos deformes da vida, ver o mundo no  seu inverso.



Quero viver a loucura de não ter a hora do abraço, a hora do beijo.

De fazer amigos, de juntar os inimigos, sem medo do perigo,

De desarmar corações armados pelo ódio mortal.



Quero voar ao vento com os pés no chão,

Sentindo o mundo no simples arrepio do vento,

Bebendo o mel da vida, simplesmente vivida.



O que é a loucura senão a felicidade exagerada de uns,

E a extravagâncias de outros,

Tudo vivido nos extremos.



A loucura nada mais é que viver sem o pré-conceito de outros,

Do que os outro vão dizer, pensar ou fazer,

A loucura está no ser



Eu quero a cada dia cometer uma loucura,

A loucura de amar sem a distinção do ser,

De sentir cada momento da vida.



A loucura nos liberta e nos aprisiona de nos mesmo

Liberta a alma e nos deixa livre das regras,

Impostas pela sociedade, e pelas limitações da mente.



Viva a loucura,

Viva aos loucos

Seja louco, mas viva intensamente.



Eneida Lopes

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